22/11/11

Um dia você aprende..




Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presente não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima 
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam.
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segungos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendermos quer os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importava na vida
são tomadas de você muito depressa, 
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não signifia ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüencias.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute,
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência 
que se teve e o que você aprendeu com elas,
do que quanto aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,
não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára oara que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar..
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor, 
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o be
que podíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


William Shakespeare

21/11/11

Luís Fernando Veríssimo




Luís Fernando Veríssimo (26 de setembro de 1936) é natural de Porto Alegre, RS/Brasil.  Escritor conhecido por suas crônicas, é também cartunista, tradutor,  roteirista de televisão, autor de teatro, romancista e ainda é músico. Veríssimo toca saxofone e já fez parte em alguns conjuntos. Filho do escritor Érico Veríssimo, passou sua infância nos EUA e de volta a Porto Alegre, aos 20 anos, começou a trabalhar na Editora Globo. Dos 26 aos 30 anos, morou no Rio de Janeiro onde trabalhou como redator e publicitário.

De volta a sua cidade natal, começou a trabalhar no jornal Zero Hora, onde exerceu a função de revisor de texto e logo conseguiu seu coluna diária abordando com uma ressalva o futebol.

Três anos mais tarde, foi para o jornal Folha da Manhã onde continuou com sua coluna diária, mas desta vez falando sobre esporte, literatura, cinema, gastronomia, música, política, e sempre com um certo humor.

Em 1973, lançou seu primeiro livro, chamado, O Popular, o qual recebeu elogios de críticos importantes do Brasil. Dois anos mais tarde voltou para o jornal Zero Hora, onde está até hoje e começou a escrever para outro jornal chamado Jornal do Brasil, onde assim ficou conhecido nacionalmente. 

Em 1981, lançou o livro O Analista de Bagé, que esgotou sua primeira edição em dois dias, na Feira do Livro de Porto Alegre. Um ano mais tarde, ganhou um espaço na revista Veja, onde tinha sua página de humor. 

Em 2003, passou a publicar somente para Zero Hora, O Globo e O Estado de São Paulo. No mesmo ano foi destaque de capa em uma reportagem na revista Veja, onde foi nomeado o escritor que mais vende livros no Brasil. 

Recebeu o Prix Deux Oceans, do Festival de Culturas Latinas de Biarritz, na França, no ano de 2004.

No ano de 2006, Verissimo é consagrado um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos. Vendeu ao todo mais de 5 milhões de exemplares de seus livros. 

Principais Obras:

O Popular (1973);
As Cobras(1975);
Ed Mort e outras Histórias (1979);
Sexo na Cabeça (1980);
O Analista de Bagé (1981);
A Velhinha de Taubaté (1983);
O Jardim do Diabo (1987);
Comédias da Vida Privada (1994);
Comédias da Vida Pública (1996);
Histórias de Humor (1998);
As mentiras que os Homens Contam (2000) w
Borges e o Orangotango Eterno (2000).

E deixo aqui também umas dos poemas mais lindos desta grande figura brasileira:

A Pessoa Errada,
Luís Fernando Verissimo.





18/11/11

Antígona



Filha de Édipo e Jocasta, irmã de Ismene, Polinice e Etéocles, Antígona é uma figura da mitologia grega. A obra foi escrita por Sófocles, dramaturgo grego, e um dos mais importantes escritores da tragédia. 


Resumo da Obra:

Antígona está noiva de Hémon, filho de Creonte que é irmão de sua mãe Jocasta. Creonte ficara com o trono após a morte de seus dois irmãos. Mesmo contra a lei do rei a jovem luta para enterrar o corpo do irmão Polinices, que não recebeu sepultamento por ter atacado o reino de Tebas.

Mesmo que vigiado, o corpo é encontrado enterrado, e o acontecido é então contado ao rei de Tebas, Creonte, que ordena que o corpo seja desenterrado, acusando seus guardas de terem sido subornados, e os obrigando a encontrar o culpado caso contrário iriam ser mortos.

Os guardas conseguem pegar Antígona, que acaba por confessar tudo a Creonte. Ismena, irmã de Antígona, tenta ficar com parte da culpa e é acusa pelo tio, porém sua irmã diz que tem vergonha dela por não ter honrado os mortos. Antígona então é acusada por Creonte que a condena a ser enterrada numa gruta fechada, sem ter contato com ninguém, sem ver a luz do sol, com apenas um pequeno orifício por onde seria lhe dada comida.
Hémon tenta convencer seu pai através da razão em soltar sua noiva, mas sem sucesso, foge.
Tirésias, um adivinho, recebe um presságio e vai até o Rei aconselha-lo a libertar Antígona e enterrar o corpo de Polinice, alegando que pedaços do corpo estavam espalhados por toda Tebas, e a contaminaria. Creonte não o ouve, e o adivinho prevê que por esta decisão, uma desgraça iria acontecer.

O Rei pede conselho ao coro de anciãos de Tebas, que lhe dizem para fazer o que Tirésias lhe tinha dito. Ele enterra o corpo de Policides e vai a caverna soltar Antígona. Ao entrar, depara-se com ela morta, enforcada por suicídio. Hémon, chorando agarrado ao corpo da noiva, cospe-lhe a cara e mata-se com sua espada, enterrando-a ao peito.

Um de seus guardas vai ao palácio e conta a Eurídice, mãe de Hémon, mulher de Creonte, sobre o sucedido. Ao retornar para o palácio, Creonte é informado que sua mulher teria furado o figado com as próprias mãos, até a morte, e que lhe culpava por tudo, até mesmo pela morte do filho.

A história chega ao fim com o coro aconselhando os homens a seguir a sabedoria.




17/11/11

'' Na Vereda de Ítaca ''



"Na Vereda de Ítaca" foi uma peça realizada no Teatro Malaposta, em Julho, em Lisboa, com criação da minha turma do Curso de Formação de Atores. Feita a partir da obra A Odisséia, de Homero, a encenação foi de Susana Cecílio e Marta Celírico, ambas nossas professoras da disciplina de Corpo e Processos Criativos.

Como era início do ano letivo e ainda o grupo de alunos não se conhecia, os trabalhos foram centrados em exercícios de contato de improvisação, corpo e jogos. O fruto do nosso primeiro semestre foi uma pequena peça chamada O Fabuloso Ajax, nome dado como sugestão pela nossa professora Susana, e escolhido e aceito pela nossa turma.
Cada aluno tinha que escolher um super-herói que se identificasse, se apresentar como o tal, e justificar o porque da escolha. Logo começamos a trabalhar posições que identificasse esse super herói, criamos lutas entre eles, rimas, e logo foi criando um pequeno esboço da peça O Fabuloso Ajax. Cada um de nós ficou responsável de fazer uma roupa mais próxima possível da roupa usada pelo seu super-herói.. o que no fim se tornou uma coisa engraçada, porque tínhamos uma mescla muito grande, desde Sininho do Peter Pan ( o que foi uma polêmica em saber se ela podia ser, ou não, considerada um super herói)  até o Dr Manhattan da Marvel. Como era nosso primeiro espetáculo, estavamos todos muito nervosos, mas no fim correu muito bem, foi um espetáculo aberto aos nossos familiares, amigos, e conhecidos, com duração de uma hora.

No segundo semestre, nossa professora/encenadora, fez uma ligação muito importante entre o Super-Herói e o Herói.. nos fazendo debater qual era a diferença entre os dois termos, e muitas outras questões interessantes, como: se quando um super-herói se transforma, ele  perde sua identidade, e qual era a diferença entre identidade e personalidade.. assuntos que na maioria das vezes mexe com a gente!
No fim, não conseguimos chegar a uma conclusão que agrada a todos, pois cada um de nós tinha uma opnião diferente. 

Paralelo a representação do super-herói, a idéia de trabalharmos a Odisséia de Homero foi-nos apresentada a partir da compreensão de que Ulisses foi um grande herói e passou por aventuras e dificuldades que todos nós hoje passamos de alguma maneira mais cedo ou mais tarde. Portanto, com esta contextualização passamos a nos identificar com o texto. No primeiro momento, recebemos um texto que falava sobre Ítaca; foi-nos dado alguns minutos para ler o texto e criar uma improvisação de um minuto baseado nele e o que ele representou para nós. Logo depois, tivemos aulas a ler os capitulos que íamos ter como base e depois começamos a trabalhar fisicamente, para podermos ir criando o espetáculo, pois era um processo de criação, no qual começávamos a montar a partir do nosso próprio trabalho e idéias. O que para a maioria de nós foi muito interessante e nos deixava empolgados.

Quanto mais o aluno trabalhava, como já era de se imaginar, mais participação teria no espetáculo, pois como era um processo de criação tínhamos de levar idéias para poder montar. 
Os textos foram distrubuídos, sempre pedaços do livro, os quais cada personagem tinha muitas vezes mais do que dois atores que o interpretava. No meu caso, foi me dado um capítulo para fazer um resumo, mas fora isso, todos os textos feitos foram tirados do livro. 
Éra-nos lançadas idéias que de começo parecia sem sentido, e não entendíamos muito bem onde as professoras queriam que nós chegássemos, mas ensaio após ensaio foi tomando forma e foi ficando muito gostoso de se trabalhar.

Os dias que anteciparam a nossa estréia, no Teatro da Malaposta, aqui em Lisboa, foram um caos. 
Era cenário, figurino, luzes, nervos, tudo que existia deixava nos ansiosos e nervosos, com ''gana'' para que chegasse o nosso dia. No tão esperado dia da estréia, fomos cedo para teatro, ficamos fazendo passagens, e arrumando as coisas todas até horas antes do espetáculo começar. Fomos liberados para írmos comer alguma coisa e descansar. Logo, depois voltamos para começar a nos concentrar. Foi lindo!! Nunca esqueço do quanto eu chorava após a nossa apresentação, pois trabalhamos para aquilo, vimos resultado foi positivo e que conseguimos passar alguma mensagem para o nosso público. É algo que não tem explicação. O aprendizado que se ganha quando se esta em fase de criação de espetáculo é gigante e não tem preço.

Penso que cada vez que pisamos no palco a emoção e alegria são como se fosse a primeira vez. Aquele frio na barriga, algumas lágrimas... Embora sabemos que o palco é nosso e ensaiamos dia e noite para que aquilo acontecesse em uma ou algumas horas, aquilo é vida, a arte é vida, representar é vida e a vida emociona-nos muitas e muitas vezes!

Foto com: Ana Ribeiro, Cris Simões, Eugenio Ilco, João Jacinto, Jorge Caetano, Likinho, Lucía Lopez, Maria Eduarda Becker Pavani, Marisa Oliveira, Rafael Cabrita, Renato Simões, Ricardo Afonso, Rita Dias e Rita Inverno.



16/11/11

Técnica de Meisner;




Sandford Meisner, nasceu dia 31 de agosto de 1905, em Brooklyn. Foi ator e professor de teatro, e desenvolveu com base no ''Sistema'' de C. Stanislavski, um método conhecido atualmente como: Técnica de Meisner.  Foi o Fundador e antigo diretor de Neighborhood Playhouse School of Theater, em Nova Iorque, e um dos membros originais responsável pela criação do Group Theater.

Esta técnica foi criada para que o ator tenha as ferramentas necessárias para trabalhar no teatro, tv ou cinema. Atualmente, nos Estados Unidos, essa técnica é muito usada e explorada. O objetivo é fazer com que os atores consigam "viver honestamente em circunstâncias imaginárias". 
O exercício de repetição, que consiste em resgatar do ator uma reação verdadeira, é um dos mais conhecidos e um dos melhores exercícios da Técnica de Meisner. 


Acontecerá no final do mês de Novembro, e início de Dezembro, em Lisboa, um workshop a partir da Técnica de Meisner que será ministrado por John Frey.
Formado pelo conservatório William Esper Studio for Actores ( Meisner Technique), Lecionou em Lisboa, Copenhaga e Nova Iorque. Tem trabalho como ator de teatro, tv e cinema nos últimos 15 anos.
John encenou várias peças teatrais, dentro delas '' Summer and Smoke'' no John Houseman Theater, em NYC. Escreveu o argumento ''The Lovebirds'' ( Lisboa 2007),  co-escreveu a longa-metragem ''Operação Outono'' (Lisboa 2011).
Atualmente está escrevendo o argumento para um filme realizado por Bruno de Almeida no âmbito da celebração de Guimarães como Capital Europeia da Cultura.

Workshop Intensivo '' A Técnica Meisner com John Frey''
Local: Lisboa
Horário: 26 e 27 de Novembro, e 3 e 4 de dezembro, das 15h às 23h.
Carga horária: 32h
Preço: 200 euros
Mais informações:


'' Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo; temos todo o  tempo do mundo..''

15/11/11

"O Manual do Ator" , C. Stanislavski








" Senti que a única coisa que me cabia fazer era dedicar meu trabalho e minha energia quase que exclusivamente ao estudo da Natureza Criadora.(..) ao longo de anos de trabalho adquiri uma semana considerável de experiências, e é isso o que eu tentei compartilhar com vocês." 
  C. Stanislavski.

Assim começa o livro '' O Manual do Ator'', de C. Stanislavski.

Uma obra que apresenta ao público tudo o que Stanislavski afirmou, com suas próprias palavras, sobre as diversas facetas da arte à qual se dedicou de corpo e alma durante toda a sua vida.

Constantin Stanislavski, nasceu na cidade de Moscou, em 5 de janeiro de 1863. Vindo de uma família de comerciantes ricos, seu primeiro contato com o mundo das artes foi desde cedo. Seu pai construiu um pequeno teatro dentro de sua própria casa, e lá aconteciam apresentações de peças para um grupo de amigos da família.

Junto com Fiédotov, 25 anos mais tarde, C. Stanislavski passa a ser um dos fundadores da Sociedade Literária de Moscou. Mesmo sendo destaque como ator e diretor, para ele, havia uma necessidade de um estudo mais aprofundado sobre a arte teatral. Logo, deixou a sociedade por falta de autonomia financeira, pois estava arcando do seu próprio bolso com as despesas.

No dia 22 de junho de 1897, quase dez anos mais tarde, ocorreu um encontro histórico que influência até os dias de hoje o teatro mundial. Stanislavski junto de Dântchenco, fundam o "Teatro de Arte de Moscou". Eles tinham como objetivo buscar uma unidade teatral, inovando na forma de interpretação dos atores.

Dentro de vários métodos experimentados, eles buscavam proporcionar ao público uma apresentação mais próxima da realidade, e dentre muitos, alguns foram levados mais afundo, que resultou em uma série de exercícios e técnicas, que hoje conhecemos como "Sistema".

 O Sistema

Stanislavski dizia que quando papel e ator estão conectados, o papel ganha vida, e o que se faz necessário é constituir uma técnica capaz de possibilitar que isto sempre ocorra. 

"Esqueça de tudo, deixe fluir, mas lembrem-se: isto pode acontecer algumas vezes em sua carreira, ou mesmo nunca. O que existe é técnica. Todo o resto depende da forma (particular) com que você atua." E isso é resultado de como o ator se dedica e ama o seu papel.

A maioria dos bons atores atuais, seja de teatro, cinema, ou televisão, devem a este aprendizado parte do sucesso que alcançam. Usando o Sistema, o ator é levado a uma análise de si mesmo, e também ao conhecimento do seu personagem. O ator é levado a descobrir os objetivos do personagem em cada cena, dentro do objetivo geral da peça.
Stanislavski dizia que uma das primeiras perguntas que o ator deve se fazer é: "O que eu faria se estivesse na mesma situação que meu personagem?"

Hoje em dia "O Manual do Ator" é um dos livros mais indicados para alunos da representação. 
O livro é literalmente um manual, onde cada passo é separado por um título, e logo um texto explica tudo como deve ser, passo a passo, com inúmeros questionamentos; como por exemplo:

"Atores usam seus próprios sentimentos.
Será que devemos usar nossos mesmos e velhos sentimentos(...) em todos os tipos de papel de Hamlet a Sugar, e, O pássaro azul? E o que mais podemos fazer? (...) Vocês esperam que um ator invente todo o tipo de novas sensações, ou até mesmo uma nova alma, para cada papel que interpretar? Quantas almas teria ele que abrigar? (...) Pode ele desfazer-se de sua própria alma e substituí-la por outra, que alugou por ser mais adequada a um determinado papel? Onde poderia obtê-la? Podemos tomar emprestado coisas de todos os tipos, mas é impossível apropriar-se dos sentimentos de outra pessoa. Meus sentimentos são inalienavelmente meus, assim como os seus só a vocês pertencem. Podemos compreender um papel, simpatizarmo-nos com a pessoa representada e colocarmo-nos em seu lugar, de modo a agir exatamente como ela agiria. Isso despertará, no ator, sentimentos análogos àqueles que são necessários para o papel. Tais sentimentos não pertencerão à pessoa criada pelo autor da peça, mas sim ao próprio ator. Quando um verdadeiro artista repete o solilóquio ''ser ou não ser'', de Hamlet, coloca nos versos uma grande parcela de sua própria concepção de vida. (...) Para ele, é necessário que os espectadores sintam sua afinidade interior com aquilo que está dizendo.
A escolada musical tem apenas sete notas, e o espectro solar somente sete cores primárias; no entanto, na pintura e na música, respectivamente, as combinações dessas cores e notas são impossíveis de enumerar. O mesmo se pode dizer de nossas emoções fundamentais."

Existem vários outros sistemas atualmente, mas todos com grande influência no "Sistema" de Stanislavski.
Temos como exemplo a "Técnica de Meisner", criado por Sanford Meisner, que hoje em dia é considerado nos Estados Unidos uma das principais técnicas de atuação para cinema e teatro. A fundação do método é: "Atuar é a habilidade de viver verdadeiramente sob circunstâncias imaginárias."

Após sofrer um ataque cardíaco, no ano de 1938, Stanislavski deixa de atuar, e passa a se dedicar somente s.a direção, e formação de atores e diretores. Morre na mesma cidade onde nasceu, Moscou, no dia 7 de agosto de 1930. Deixou seus métodos que foram publicados 7 edições.